Sunça no Cinema – Esquadrão Suicida (2016)


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Reuna um time dos super vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie em missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente Amanda Waller (Viola Davis) concluiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. Quando os membros do improvável time percebem que não foram escolhidos para vencer, mas sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida decide ir até o fim tentando concluir a missão ou a partir daí é cada um por si?

130 min – 2016 – EUA

Dirigido por David Ayer, roteirizado por David Ayer. Com Margot Robbie, Will Smith, Jared Leto, Joel Kinnaman, Scott Eastwood, Cara Delevingne, Viola Davis, Jai Courtney, Jay Hernandez, Adam Beach e Adewale Akinnuoye-Agbaje.

Sou fã de quadrinhos. Sempre que um blockbuster do gênero está prestes a estrear e/ou sendo feito, torço e fico na expectativa do melhor. Afinal, quero bons filmes dos temas que amo e boas adaptações e lembranças de personagens dos quais tanto prezo. Nos momentos iniciais de Esquadrão Suicida até parecia que tudo ia dar certo. Amanda Waller (Viola Davis) utilizando como argumentos para a formação de sua força-tarefa o Super Homem e alguns acontecimentos de filmes anteriores da DC, funciona e até empolga. Ainda que os planos da personagem não façam o menor sentido e que por obra do destino e um roteiro falho sejam justamente a causa do problema que nossos “heróis” vão ter que enfrentar.

O longa parece um conflito entre o que David Ayer, o diretor, queria e as intenções do estúdio (Warner). Já no início temos um alvoroço de cenas, a apresentação do Pistoleiro (Will Smith) e da Arlequina (Margot Robbie) então partirmos para Amanda Waller e seu projeto insano para então voltar a um briefing de apresentação de cada um dos membros do esquadrão. Com direito a uma nova apresentação da Arlequina e do Pistoleiro. Existe uma crítica, que não é bem explorada, de que os governos não fazem exatamente o bem, mas isso de fato não é o foco da narrativa. O filme não se preocupa em estabelecer arcos de personagens e devido a essa excessiva apresentação inicial não causa no expectador um envolvimento emocional e nem cria expectativa.

Em Esquadrão Suicida a agente Amanda Waller (Viola Davis) quer formar uma força-tarefa de indivíduos desprezíveis com nada a perder, para combater a ameaça dos meta humanos. Então ela convence o governo dos EUA a fornecer um arsenal poderoso a um time de super vilões perigosos que parte para derrotar uma entidade mágica e poderosa. Que se torna uma ameça com duas viradas de roteiro já que Waller é meio bobinha e não controla cem por cento uma entidade, a Magia (Cara Delevingne), que pode se teletransportar. Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Bumerangue (Jai Courtney), Diablo (Jay Hernandez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Amarra (Adam Beach) se unem aos soldados Rick Flag (Joel Kinnaman) e Lieutenant “GQ” Edwards (Scott Eastwood) e partem em uma missão suicida.

Em sua maioria, o elenco não têm muito material com o qual trabalhar e não impressiona. Waller têm um plano estúpido, porém a performance de Viola Davis é boa e até nos faz acreditar no projeto. Sua personagem em diversos momentos é a mais ameaçadora e assustadora que os “terríveis” vilões do longa. É fácil perceber um problema com as personagens femininas do filme, June Moone (Cara Delevingne) não passa de uma garota assustada e problemática, Katana (Tatsu Yamashiro) não fala e quando têm de dizer algo é Rick Flag quem o diz, e Arlequina que poderia desenvolver o lado da médica que se apaixona em um relação abusiva com um louco psicopata que acaba a transformando em uma, é apenas um alívio cômico. Margot Robbie consegue ir um pouco além, cria maneirismos e uma atitude para a personagem, é bacana perceber como em um momento ela parece inocente e inofensiva e em outros ameaçadora. Porém o roteiro se resolve explorando sua figura sexy e fazendo piadas. Em um momento como o atual onde temos As Caça Fantasmas e a Rey de Star Wars é lamentável um tratamento desses. Will Smith se esforça, tem mas destaque que os demais porém diversos momentos parece estar em piloto automático. Bumerangue e Crocodilo pouco têm a acrescentar e Amarra têm uma única função bem clara no filme. O Coringa de Leto é um gangster, a la “pimp my ride”, excitado que adora rir.

Com cenas de ação mal construídas e mal executadas e tentativas de incitar empatia pelos vilões através de flashbacks excessivos e que destroem a figura de “malvados” dos protagonistas, o filme não convence assim como sua vilã que parece saída de um desenho animado e/ou filme de comédia. É uma pena que um filme tão promissor com tudo para mudar o rumo da DC nas telas consiga errar tanto. Na minha ânsia de querer gostar do filme e do universo cinematográfico da DC até sai da cabine de imprensa com um sentimento positivo, que após uns dez minutos de reflexão logo foi embora. É uma pena.

Obs. Na cabine de imprensa foi exibida um cena durante os créditos.

Nota do Sunça:

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