Sunça no cinema — As Tartarugas Ninjas II – O Segredo de Ooze (1991)


Sunça no cinema -- As Tartarugas Ninjas III (1993)
Sunça no cinema -- As Tartarugas Ninjas (1990)

As Tartarugas Ninjas II - O Segredo de Ooze (1991)

[one_half_last]As Tartarugas Ninja estão procurando um novo lugar para morar nos esgotos de Nova York, quando encontram integrantes do clã Foot, liderado por Destruidor (François Chou). É quando eles descobrem o Ooze, a substância que transformou as próprias Tartarugas Ninja. Destruidor usa este material para criar dois novos capangas, Tokka (Kurt Bryant) e Rahzar (Mark Ginther), e os envia para provocar destruições na cidade. Com a ajuda da jornalista April O’Neill (Paige Turco), do professor Jordan Perry (David Warner) e do entregador de pizza Keno (Ernie Reyes Jr.), as Tartarugas Ninja precisam detê-los.

88min – 1991 – EUA[/one_half_last]

Dirigido por Michael Pressman com Paige Turco, David Warner, François Chau e Vanilla Ice. Roteiro Peter Laird

Antes do início de As Tartarugas Ninjas II – O Segredo de Oooze vemos por escrito “In Memory of Jim Henson”. Ao ler essa frase fui tomado por um sentimento de tristeza e dúvida, tristeza porque a oficina de Jim foi responsável pelas ótimas roupas de borracha e cabeças animatrônicas do primeiro longa das Tartarugas. Foi um trabalho muito competente que sem dúvida agregou muito valor ao longa original. A dúvida veio do que esperar das novas “roupas” de nossos heróis.

O segundo longa de nossos adolescentes mutantes, como no original, começa com um plano geral de Nova Iorque e um movimento de camêra vai se aproximando da cidade. À primeira vista NY está mais movimentada, mais realista do que no primeiro filme. Se no momento inicial temos a impressão de um filme mais realista essa sensação só perdura nos minutos iniciais já que assim que podemos ver os habitantes nova-iorquinos percebemos que dessa vez o filme vai ser bem mais caricato. Todos, ou quase todos, habitantes nas cenas iniciais estão comendo pizza, detalhe para os policiais escoltando um preso algemado porém, comendo pizza.

Somos apresentados a um novo cenário, Roy’s Pizza, e a um novo personagem, Keno, um entregador de pizza. Ao ouvir a frase: “Mais uma pizza para senhorita O’Neil!” somos informados de que as Tartarugas estão com April. O longa não perde tempo em nos mostrar as habilidades de Keno, um exímio lutador que ao encontrar com um bando de assaltantes rapidamente os nocauteia. Porém, é claro, vários outros bandidos aparecem e as Tartarugas Ninjas acompanhadas de sua logo surgem e salvam o novo personagem.

Na luta inicial já percebemos uma grande mudança em relação ao primeiro longa, a luta é bem mais caricata. As cenas de luta focam no humor, parecem uma paródia perdem o foco em artes marciais e se assemelham a brincadeiras, momentos como Michaelangelo derrubando bandidos com ioiô, Donatello fingindo ser um joão bobo, Michaelangelo usando salsichas como armas e o surf de Donatello na cadeira demonstram bem o tom das cenas de luta.

A impressão inicial de que as Tartarugas estão vivendo com April se confirma, April O’Neil (Dessa vez uma nova atriz e bem mais gatinha!) arruma seu apartamento bagunçado pelos adolescentes. Percebemos então que esse filme se passa logo após o primeiro, ele dá continuidade à história do longa original logo, nossos heróis estão sem moradia. Mestre Splinter continua sábio e ponderado. Enquanto compartilha com seus amigos o resultado de sua meditação temos um link direto com a ameaça que os aguarda. A frase de Splinter “Deixem o destruidor enterrado!” nos leva diretamente para um travelling pelo lixão e em meio ao lixo surge a mão do Destruidor.

A origem das Tartarugas é um foco importante desse novo filme, Mestre Splinter assiste a entrevista que April fez com o Professor Jordan Perry, tem uma revelação e entende o segredo de Ooze. Sim! Simples assim e sem mais problemas. O conflito do longa gira em torno do Ooze, que como era de se esperar cai em mãos erradas. Se o roteiro do primeiro longa era simples e previsível o do segundo é ainda mais. Podemos resumir toda a trama do longa assim: Destruidor volta e quer vingança, novos monstros, novos desafios e muitas lutas em mais uma aventura das Tartarugas Ninjas. Keno, que é um personagem bem apresentado no início do longa, é na verdade uma solução de roteiro, sempre que precisam de alguém para realizar alguma ação é ele quem a executa, nos demais momentos ele apenas desaparece. Uma pena, um entregador de pizza lutador de artes marciais me parece um bom personagem para interagir com nossos ninjas. Falando em bons personagens, o filme perde um dos pontos fortes do anterior, Casey Jones não retorna.

Se o roteiro é um amarrado de sequências que nos levam a cenas de luta,  não é de todo ruim por nos proporcionar momentos como Michaelangelo descobrindo o sensacional novo esconderijo por acidente; Tokka e Rahzar reconhecendo o Destruidor como a mamãe deles (Melhor cena do filme); e os arrotos salvadores (Melhor sequência do filme). A dublagem do filme é um show a parte, “Tá na hora de papá!”, “Não enquanto eu tiver isso!” e “É muito mau caráter mesmo!” nos alegram e nos fazem rir durante todo o filme. E a minha preocupação inicial com os efeitos animatrônicos das Tartarugas, logo foi amenizada uma vez que eles melhoraram bastante.

Um filme que foca no humor, beirando o besteirol, com cenas de lutas divertidas e engraçadas, repleto de danças, sequências que parecem retiradas de um dos episódios do desenho animado e soluções de roteiro preguiçosas e bestas. Vale destacar o Ritual da Rosquinha, e uma resolução final fraca, afinal o Destruidor sobrevivi o terrível final do primeiro filme e no final desse longa após se tornar o Destruidor 2.0 é facilmente derrotado.

E para acabar com esse texto nada melhor do que utilizar uma frase de nosso querido Mestre Splinter (Não, não é o fadástico cowabunga):

“- Da-lhe Ninja, da-lhe ninja, da-lhe! Gostei desse tal rap dos ninjas!”

So que não!

 

Nota do Sunça: nota_tartarugasninjas2_fantasticomundodesunca

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