Sunça no Cinema – Missão: Impossível – Efeito Fallout (2018)


Obrigado a unir forças com o agente especial da CIA August Walker (Henry Cavill) para mais uma missão impossível, Ethan Hunt (Tom Cruise) se vê novamente cara a cara com Solomon Lane (Sean Harris) e preso numa teia que envolve velhos conhecidos movidos por interesses misteriosos e contatos de moral duvidosa. Atormentado por decisões do passado que retornam para assombrá-lo, Hunt precisa se resolver com seus sentimentos e impedir que uma catastrófica explosão ocorra, no que conta com a ajuda dos amigos de IMF.

167 min – 2018 – EUA

Dirigido por Christopher McQuarrie, roteirizado por Christopher McQuarrie. Com: Tom Cruise, Henry Cavill, Rebecca Ferguson, Simon Pegg, Ving Rhames, Sean Harris, Michelle Monaghan, Vanessa Kirby, Alec Baldwin e Angela Bassett.

Sou fã da série “Missão: Impossível”. Desde o primeiro longa de 1996, dirigido por Brian De Palma, Ethan Hunt e suas acrobacias para evitar o “impossível” me cativou. E agora, vinte e dois anos depois emplacando sua sexta aventura a franquia demonstra estar mais fresca do que nunca. É o episódio mais longo, duas horas e quarenta e sete minutos que passam voando, o primeiro a repetir um mesmo diretor, Christopher McQuarrie que também dirigiu o ótimo filme anterior “Missão: Impossível – Nação Secreta”. O diretor retorna e apresenta o melhor longa de toda a franquia. “Missão: Impossível – Efeito Fallout” é ágil, inteligente e habilidoso, aprofunda seus personagens e constrói sequências de ação brilhantes.

É uma pena que o gênero “filme de ação” seja menosprezado e/ou considerado por muitos “menor”. Neste longa temos um bom exemplo de que quando bem executado podemos presenciar algo genial. Nesta nova missão mercenários intitulados como Apóstolos têm um plano que envolve o Sindicato, apresentado no longa anterior, e uma carga de plutônio. Então o IMF têm que intervir para evitar uma destruição em massa e o caos. Basicamente Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe têm que evitar uma ameaça nuclear ao mesmo tempo em que impedem Solomon Lane (Sean Harris), vilão também apresentado no filme anterior, de fugir da prisão. E, é claro, tudo isso em meio a muitas reviravoltas e surpresas.

McQuarrie, que também assina o roteiro, comanda de forma exemplar as cenas de ação, são perseguições de carro, de moto, a pé e até de helicóptero. A misancene é bem planejada. Entendemos bem tudo o que acontece e não ficamos perdidos no espaço em que a ação ocorre. Nas cenas de luta é possível perceber o porquê da escolha de cada movimento dos personagens. Em seu roteiro, o diretor consegue resgatar elementos clássicos de toda a franquia, sempre de uma forma atual e dinâmica. A fotografia faz bem o seu trabalho e vêm acompanhada da trilha de Lorne Balfe que exalta a tensão e deixa ainda mais frenética a ação do filme.

Tom Cruise impressiona. Aos cinquenta e seis anos de idade ele parece não ter limites. Se nos episódios anteriores da franquia ele já escalou o prédio mais alto do mundo e se pendurou em um avião que decola e voa. Agora ele corre como louco saltando de prédios (Inclusive chegou a quebrar o tornozelo em uma dessas cenas), faz acrobacias pilotando carros e motos, aprendeu a pilotar helicóptero para protagonizar uma das melhores cenas do filme. A qual, inclusive, se inicia com o protagonista dependurado para o lado de fora. E o diretor Christopher McQuarrie sabe valorizar esse esforço. Os demais membros do elenco também estão bem, Ilsa Faust retorna com sua personagem Rebecca Ferguson é protagonista de várias sequências. Ela está longe de ser uma donzela em perigo é forte e toma suas próprias decisões. Benji Dunn de Simon Pegg retorna e além de alívio cômico consegue mostrar sua veia para ação. Henry Cavill cria um Walker imponente e poderoso.  Ving Rhames e Michelle Monaghan também estão de volta e muito bem em suas participações. A entrega do elenco é importante porque de fato acreditamos que eles são capazes de executar as proezas que presenciamos ao longo de toda a trama.

“Missão: Impossível – Efeito Fallout” é dinâmico, ágil e eficaz. Sabe surpreender, inovar ao mesmo tempo que faz homenagens os episódios anteriores. É um filmaço.

Obs. Assisti ao filme em uma sessão de IMAX 3D. O 3D não é imprescindível, mas recomendo fortemente que assistam ao longa na maior tela possível.  O IMAX vale a pena.

Nota do Sunça:

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