Sunça no Cinema – Viúva Negra (2021)


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Em Viúva Negra, acompanhamos a vida de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) após os eventos de Guerra Civil. Se escondendo do governo norte-americano devido a sua aliança com o time do Capitão América, Natasha ainda precisa confrontar partes de sua história quando surge uma conspiração perigosa ligada ao seu passado. Perseguida por uma força que não irá parar até derrotá-la, ela terá que lidar com sua antiga vida de espiã, e também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores.

133 min – 2021 – EUA

Dirigido por Cate Shortland. Roteirizado por Eric Pearson (baseado em história de Jac Schaeffer e Ned Benson). Com Scarlett Johasson, Florence Pugh, David Habour, Rachel Weisz, Ray Winstone, Ever Anderson, Violet McGraw, O-T Fagbenle, William Hurt, Olga Kurylenko, Michelle Lee, Liani Samuel, Nanna Blondell, Ray Winstone.

“Viúva Negra” é um filme que chega tarde ao universo cinematográfico da Marvel. Após o final de sua personagem em “Vingadores: Ultimato” Scarlett Johansson volta a interpretar a espiã em um filme flashback. A produção funciona como um interlúdio entre os filmes “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Natasha Romanoff é conhecida no contexto da Marvel, logo, a opção foi explorar seu lado mais humano e vulnerável. O que é um acerto, já que é nesse aspecto onde reside a força da personagem. Porém, os acontecimentos do passado retratados na obra, não mostram seu treinamento na Sala Vermelha ou missões antigas quando ainda era uma agente russa. Também não aborda o momento em que ela deserta para a SHIELD. A trama no passado tem como objetivo contextualizar a personagem na sequência dos filmes e busca também apresentar a nova Viúva Negra daquele universo.  

Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) após os eventos de Guerra Civil está foragida do governo americano e busca refúgio no exterior. Surge então uma conspiração ligada ao seu passado, forçando Natasha a lidar com sua antiga vida de espiã e reencontrar membros de sua “família”. O reencontro com sua irmã Yelena Belova (Florence Pugh) vem com a missão de resgatar outras mulheres vítimas dos abusos ocorridos na Sala Vermelha. É assim que o roteiro de Eric Pearson constrói um paralelo sobre abuso contra a mulher. A violência, manipulação, tortura física e psicológica aparecem no contexto da tranformação dessas jovens em agentes. Porém remetem a abusos diários sofrido pelas mulheres. Agentes que não são livres nem mesmo em seus pensamentos. Essa construção está no longa, mas não é aprofundada.   

Yelena é teimosa, impulsiva e humana. É uma boa apresentação da personagem que junto a Natasha protagonizam as melhores cenas da obra. Seja nas cenas de ação, como na ótima luta entre as duas na cozinha, ou em cenas íntimas e sentimentais.  A química entre Florence Pugh e Scarlett Johansson funciona. Natasha perde a “família” Vingadores e têm de lidar com problemas de sua “família” do passado, enquanto enfrenta um vilão que imita seus movimentos. O Treinador é a materialização de suas atrocidades do passado.  Alexei Shostakov (David Harbour) é o Guardião Vermelho, uma espécie de Capitão América soviético. Ele é a figura paterna das irmãs e o alívio cômico do filme. Melina Vostokoff (Rachel Weisz) é uma figura materna e uma Viúva importante para o funcionamento da Sala Vermelha. A trama nos oferece boas sequências com a “família”, porém os personagens Alexei e Melina pouco tem a acrescentar. 

A diretora Cate Shortland cria um visual diferenciado para o filme. São vários planos de plongée, uma fotografia preocupada em marcar sequências, cores que ajudam na narrativa e cenas de ação tem o cuidado de deixar tudo claro. “Viúva Negra” é o segundo longa da Marvel com uma protagonista, que venham mais. Natasha Romanoff ganha sua despedida mostrando sua força e seu lado humano, e introduz a nova Viúva do Universo Cinematográfico da Marvel.

 

Nota do Sunça:

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