Sunça no Streaming – Wasp Network – Rede de Espiões – Netflix (2020)


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Em Wasp Network: Rede de Espiões, durante a década de 1990, o governo de Cuba decidiu instalar um grupo de espiões em plena Flórida, no intuito de combater movimentos instalados no local, que buscavam desestabilizar o país com o objetivo de derrubar Fidel Castro.

133 min – 2020 – EUA

Dirigido por Olivier Assayas. Roteirizado por Olivier Assayas, Fernando Morais. Com Moura, Penélope Cruz, Edgar Ramírez, Gael García Bernal, Ana de Armas, Harlys Becerra, Julia Flynn, Gisela Chipe, Brannon Cross, Michael Vitovich, Steve Howard.

“Wasp Network: Rede de Espiões” novo longa da Netflix promete contar a história de uma ação do governo cubano para instalar um grupo de espiões na Flórida. O objetivo dos agentes era se infiltrar em movimentos que buscavam derrubar Fidel Castro. De fato, aqui existe uma boa história a ser contada. Porém, com uma trama muito fragmentada e sequências que não trabalham em conjunto para avançar a narrativa. A produção parece perdida e nunca decide qual é a história que vamos presenciar. É um elenco estrelado, que na medida do possível, apresenta bons trabalhos. A sensação que fica é de desperdício. O longa tem uma boa premissa e um bom elenco, mas não consegue nos apresentar uma experiência narrativa satisfatória. 

O diretor Olivier Assayas apresenta um filme sobre uma rede de espionagem sem espiões. Assayas opta por nos esconder a identidade dos agentes durante o primeiro ato da produção. Inicialmente acompanhamos um drama de desertores do governo de Fidel. Percebemos o impacto das ações de René González (Edgar Ramírez) em sua família e como sua esposa Olga Salanueva (Penélope Cruz) lida com a situação. Ao mesmo tempo acompanhamos o relacionamento de Juan Pablo Roque (Wagner Moura) e Ana margarita martinez (Ana de Armas). Em um segundo momento, a obra resolve nos revelar a rede de espionagem que lhe rendeu seu nome. Através de diálogos expositivos, letreiros e narração em off. Narração, que surge de repente, se repete mais uma vez em outra sequência e desaparece. Também some da trama os personagens de Wagner Moura e Ana de Armas. O arco do casal de nada acrescenta à narrativa que o longa tenta contar.  E é dessa forma rasa que é exposta todas as informações e tramas sobre a espionagem do filme. 

A narrativa retalhada é um dos fatores que atrapalham a experiência proporcionada. Mas não é a única. Diálogos artificiais deixam sequências truncadas e prejudicam os arcos dramáticos de determinados personagens. Como ponto positivo temos o elenco. Wagner Moura consegue roubar a cena em alguns momentos e Penélope Cruz apresenta uma ótima performance conseguindo demonstrar as fragilidades e a força de Olga. Uma personagem desperdiçada. Mulher forte que passa por dificuldades terríveis. São dois momentos de luta e superação em situações inversas mas que se repetem. 

O roteiro adota um tom neutro quanto ao seu posicionamento político. Mas o impacto disso na narrativa é uma falta de profundidade ao tema. Pela obra não é possível se ter uma noção histórica boa dos acontecimentos. E toda a história se passa na crise de Cuba durante a década de noventa, apresentando Fidel Castro, suas políticas e o relacionamento com os EUA de Bill Clinton. O que, sem uma base histórica forte se mostrou inviável. “Wasp Network – Rede de Espiões” é um filme fragmentado, com personagens em excesso, perdido em seu estilo narrativo e sem aprofundamento histórico.

Nota do Sunça:

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