Sunça no Cinema – Mentes Sombrias (2018)


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Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são tirados pelo governo de suas famílias e enviados para campos de custódia. Entre elas está Ruby (Amandla Stenberg), que precisa se esconder entre as crianças sobreviventes devido ao poder que possui.

104 min – 2018 – EUA

Dirigido por Jennifer Yuh Nelson, roteirizado por Chad Hodge e Alexandra Bracken. Com: Amandla Stenberg, Harris Dickinson, Skylan Brooks, Miya Cech, Mandy Moore, Bradley Whitford e Gwendoline Christie.

Misture os poderes e causa mutante de “X-men”, acrescente a discriminação e separação por castas de “Divergente”. Some a distopia de “Maze Runner” e salpique o triângulo amoroso de “Crepúsculo”. Essa parece ser a receita de “Mentes Sombrias”, a nova tentativa de franquia da FOX. Sagas de sucesso focadas no público jovem adulto não são novidade. Porém, enquanto séries como “Harry Potter” apresentam universos fascinantes com riqueza de personagens e ideias, ou “Jogos Vorazes” que em seu interessante futuro distópico traz um questionamento político e a idéia de luta contra o sistema. “Mentes Sombrias” parece uma mistura apática das recentes produções com o foco nos adolescentes.

O filme, inspirado nos livros de Alexandra Bracken, demonstra uma preocupação de trazer um elenco diverso, o que é muito bom, e temas próprios de seu público alvo. Mas o roteiro de Chad Hodge e Alexandra Bracken aborda tudo de forma superficial e não inventivo. Um bom exemplo da falta de imaginação são os poderes das crianças que basicamente diferem entre telecinese, superinteligência, eletricidade, controle da mente e fogo. E porque a trama considera fogo muito mais perigoso que eletricidade ou levantar objetos com a mente, ainda permanece um mistério para mim.

Em um mundo apocalíptico uma pandemia erradica a maioria das crianças do planeta. As que sobrevivem à doença desenvolvem poderes sobre-humanos. O governo retira essas crianças de seus pais (Que parecem não se importar) e as colocam em campos de concentração onde são divididas por cores de acordo com seus respectivos poderes. Em meio a isso Ruby (Amandla Stenberg) escapa de uma dessas organizações governamentais e se reúne a um grupo de garotos, também fugidos, que buscam um lendário acampamento. O elenco está bem e não compromete. Amandla Stenberg demonstra talento sua Ruby emociona e se sai bem nas cenas de ação. Seu interesse romântico é Liam (Harris Dickinson), o alívio cômico fica na figura de Chubs (Skylan Brooks), traduzido como bolota. Completando o núcleo família temos a criança carismática Zu (Miya Cech). Os demais personagens pouco tem a apresentar, a Cate de Mandy Moore, que inicialmente dá a impressão de que vai participar mais da trama, logo some. O Presidente Gray de Bradley Whitford mal aparece e a Lady Jane de Gwendoline Christie, uma personagem interessante apresentada como grande ameaça no melhor estilo “Mad Max”, têm uma participação caricata e esquecível.

No fim, o que realmente incomoda em “Mentes Sombrias” é a impressão de ter assistido a um prólogo de quase duas horas. Com a intenção clara de iniciar uma franquia são deixadas várias pontas soltas e rumos a serem seguidos. E o pior é que uma continuação me parece pouco provável.

Nota do Sunça:

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